sexta-feira, 14 de outubro de 2016

[NEWS] Indústria do Turismo se preocupa com queda na demanda

Companhias aéreas, agentes de turismo e operadores de cruzeiros estão em estado de alerta com a queda da procura turística na Tailândia, onde festejar e beber em público estão proibidos, em razão da morte do Rei Bhumibol Adulyadej.

O governo pediu ao país para evitar "eventos festivos" por trinta dias e vestir-se de luto por um ano. Agências de viagens pelo país tentam agora mensurar consequências potenciais em seus negócios.



A Japan Airlines e a Hana Tour Service, maior operadora turísitica da Coréia do Sul, esperam uma diminuição na demanda durante o período de luto, enquanto representantes de companhias aéreas Korean Airlines, Asiana Airlines e Jetstar, que faz parte da Qantas Airways, disseram que estão monitorando a situação.

"Resumindo, podemos ter uma queda na demanda e tenho certeza de que a chegada de turistas será afetada", comentou Sean Darby, chefe estrategista de ações globais da Jefferies Group, à Boomberg TV em Hong Kong, adicionando que ele não vê nenhuma mudança dramática nas políticas.

"É uma certeza na diminuição da demanda" mas soluções serão "facilmente gerenciadas pelas autoridades", disse. 

Embora seja muito cedo para afirmar o impacto imediato no setor turístico, a restrição de alcool e doze meses de luto talvez transforme resorts tailandeses em locais menos atrativos para turistas. 

A Tailândia têm sido o destino predileto de europeus e asiáticos, que gostam da vida noturma de Bangkoc e das ilhas paradisíacas, como Phuket.

A economia tailandesa têm estado sob pressão nos últimos anos, dado o enfraquecimento da procura global, uma desaceleração no investimento privado e a inflação perto de 0%. Turismo, um dos pontos mais alimentados pelos visitantes da China, responsável por pelo menos 10% do produto interno bruto do país. Isso ajudou a região aumentar as reservas em moeda estrangeira e correr até um dos mais elevados superávits em conta corrente entre os mercados emergentes.

O país atraiu 7,9 milhões de visitantes da China no ano passado, um aumento de 70% a partir de 2014, e registrou um recorde trimestral para os visitantes chineses novamente em três meses até março deste ano.

Algumas empresas viram pouco impacto da morte do Rei. "Nenhum passeio turístico foi solicitado até agora", disse Steve Huen, diretor executivo da agência de viagens EGL Tours, de Hong Kong . "E mesmo se alguns programas, como shows, forem cancelados, não há flexibilidade para mudar horários de viagem", disse ele.

Hamzah Rahmat, presidente da Associação Malaia de Tours & Agentes de Viagem dm Kuala Lumpur, disse que não tinha recebido qualquer relatório de cancelamentos e disse não haver nenhuma razão em alterar itinerários.

"A vida tem que continuar, e acredito que negócios também tem de continuar", disse ele.

Fonte: Straits Times
Tradução: Deh @ TMBR
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